A evolução e os mitos sobre cloud computing


 

 

 

 

 

 

Não é de hoje que a computação em nuvem vem ganhando espaço, tendo em vista as múltiplas vantagens que ela oferece. Contudo, ainda existem alguns mitos sobre cloud computing que persistem.  

Neste texto reservamos espaço para falar sobre esse assunto, além de mostrarmos como surgiu, como evoluiu e qual a importância da computação em nuvem – especialmente agora que o trabalho remoto está se tornando cada vez mais usual. 

Siga na leitura e saiba mais sobre essa tecnologia que tem tornado nosso dia a dia muito mais prático! 

Cloud Computing: um pouco de história 

Antes de mostrarmos os principais mitos sobre cloud computing, vamos abrir espaço para lembrar como surgiu essa tecnologia tão revolucionária e sem a qual é praticamente impossível mantermos uma rotina prática e eficiente. 

Os mais novos podem acreditar que a computação em nuvem é fruto dessa geração que nasceu já conectada, contundo a história da cloud computing comecou nos anos 1950 – nos Estados Unidos – quando empresas passaram a comprar uma ou duas máquinas para implementar cronogramas de tempo compartilhado.  

E vale lembrar que à época os computadores eram gigantescos e absurdamente caros! 

Com isso, foi possível que vários usuários pudessem acessar um computador mainframe a partir de estações conectadas que não tinham poder de processamento próprio – esse poder computacional compartilhado estabeleceu o ponto de partida para a nuvem.  

Foi o americano John McCarthy, em 1955, o responsável por criar a teoria de compartilhamento, algo muito bem-vindo porque obter o máximo do tempo de computação de um ativo tão caro, era essencial para justificar o investimento na tecnologia. 

Outra grande ideia de McCarthy foi disponibilizar o tempo das máquinas para empresas menores e que, obviamente, não tinham recursos para comprar seus próprios mainframe. Vale lembrar que essa iniciativa, pouco comum à época, vem sido bastante explorada nos últimos anos, com a experiência do coworking. 

A tecnologia continuou avançando até que, nos anos 60, JCR Licklider, concebeu a ideia de um sistema interconectado de computadores. A partir desse embrião, Bob Taylor e Larry Roberts desenvolveram a Arpanet (Advanced Research Projects Agency Network) – antecessora da internet -, primeira rede a permitir o compartilhamento de fontes digitais entre computadores que estavam em ambientes físicos distintos. 

Em comum, além de serem americanos e apaixonados pela tecnologia, esses grandes profissionais desejavam ver pessoas conectadas, com a capacidade de acessar programas e dados de qualquer lugar e em qualquer horário.  

Assim, estava criada a ideia e as bases para o desenvolvimento do cloud computing. Entre os anos 70 e 90 do século passado, surgiram muitos avanços tecnológicos que permitiram criar a computação em nuvem conforme conhecemos hoje. 

De suas raízes em 1950 até os dias de hoje, a computação em nuvem continuou avançando e, claro, tudo indica que seguirá nesse caminho de aperfeiçoamento constante, gerando muitos benefícios às empresas e à sociedade em geral. 

Uma forma de acompanhar as novidades é acessando nosso blog, com conteúdos atualizados sobre cloud computing e outros assuntos que têm ajudado muitas organizações a repensarem o papel da tecnologia na evolução de seus negócios. 

Entre esses conteúdos, vale a pena conferir nossas dicas de podcasts sobre computação em nuvem 

Vale lembrar que os podcasts são muito cobiçados porque agregam informações valiosas com a facilidade de uma mídia que pode ser acessada enquanto você está praticando uma atividade física, por exemplo, otimizando seu tempo! 

A década de 2010 marca grande avanços na tecnologia cloud 

Nos últimos tempos, poucas tecnologias se transformaram tanto quanto a computação em nuvem e, também, poucas transformaram tão profundamente a forma como as organizações funcionam – na verdade, ela mudou a vida pessoal também, é bom destacar! 

A década de 2010 viu o cloud computing ganhar grande impulso, com um grande número de ofertas desse tipo de serviço e empresas que passaram a adotar a tecnologia em sua rotina organizacional. Confira a seguir alguns dos principais marcos em computação em nuvem a partir dessa ocasião. 

Nascem as gigantes em cloud computing e aumentam os investimentos em nuvem 

Foi também período que três gigantes em cloud computing lançaram seus negócios: Google, Amazon e Microsoft. Segundo levantamento da empresa Statista, os gastos mundiais com a nuvem pública em 2010 ficaram na casa dos U$ 77 bilhões, devendo fechar 2020 com U$ 411 bilhões.  

Esse número, que corresponde a mais de cinco vezes o valor do início da década, pode ser ainda melhor tendo em vista a pandemia provocada pela Covid-19 e que obrigou muitas empresas a transferirem parte de suas operações para a casa de seus colaboradores. Obrigou, também, a simplificar a gestão em cloud com ferramentas como a orquestração em nuvem. 

Surgem os containers em nuvem e microsserviços 

Em 2013 teve início o uso de arquiteturas de containers em nuvem, respondendo à necessidade de gerenciar o uso de vários provedores em nuvem. De lá para cá não parou de crescer, devendo saltar, de acordo com a 451 Research, de U$ 749 milhões, em 2016, para U$ 3,4 bilhões em 2021. 

Além disso, relatório da Cloud Foundry afirma que 53% das empresas estão pesquisando ou usando containers em nuvem. Mais uma prova do potencial desse recurso que permite a portabilidade da carga de trabalho. 

Nesse mesmo período entram em cena com força total os microsserviços, permitindo a execução de aplicativos em serviços menores, aumentando a eficiência dos recursos e gerando economia para as empresas. 

Computação sem servidor: é possível? 

A conferência AWS, em 2014, viu surgir a computação sem servidor que, apesar do nome, não elimina a necessidade desse recurso. Na verdade, seu funcionamento ocorre a partir de um código de software terceirizado para a infraestrutura do provedor em nuvem, onde o aplicativo é executado.  

Assim, o provedor de nuvem mantém o servidor e gerencia a alocação de recursos, que aumenta ou diminui, conforme as necessidades, sendo o preço baseado na quantidade de recursos consumidos e não em unidades de capacidade adquiridas previamente – essa flexibilidade, somada à outras vantagens, garante uma melhor relação custo-benefício. 

Backup em nuvem faz frente às constantes ciberameaças 

Datam de 2014 os primeiros testes de backup em nuvem. A partir de 2015, porém, começaram as apostas nesse tipo de serviço, que permite recuperação de desastres e continuidade dos negócios. 

backup em nuvem possibilita proteger as informações, permitindo definir novos focos estratégicos e tirando do radar dos gestores maiores preocupações com relação à segurança das informações. 

Crescimento das nuvens híbridas 

Na última década também foi possível acompanhar o avanço no uso da nuvem híbrida, garantindo maior flexibilidade nas estratégias de TI da empresa, entre outros benefícios – confira as sete verdades simples que você deve saber sobre a nuvem híbrida. 

Esse avanço deve continuar e o Gartner projeta que 90% das organizações implantarão multicloud ou o modelo que mistura nuvem pública e nuvem privada até 2021.  

SaaS e IaaS crescem exponencialmente 

Por oferecer praticidade e redução de custos, o software como serviço começou a crescer nos anos 2000, atingindo seu ápice de crescimento a partir da década de 2010, quando 71% das organizações em todo o planeta passaram a utilizar SaaS, conforme dados do Gartner. 

A empresa também apontou a evolução nos serviços de infraestrutura de sistema de nuvem, ou infraestrutura como serviço (IaaS) – que mostrou crescimento de 2018, com U$ 30,5 bilhões, para U$ 38,9 bilhões em 2019. 

A consolidação é o estágio final de toda tecnologia, e com a computação em nuvem não é diferente. Ainda mais nos tempos atuais, em que o trabalho remoto se transformou em uma grande necessidade.  

E por falar em home office, vale a pena lembrar da importância do VPN (Virtual Private Network), tema de nosso próximo tópico. 

Importância do VPN no cloud computing 

Criada em 2005, pelo britânico Jack Cator – ele tinha apenas 16 aninhos quando teve a ideia de desenvolver uma das maiores redes privadas do mundo -, o VPN nasceu para que o adolescente pudesse burlar as normas de sua escola, usando a internet para acessar anonimamente sites de músicas e de jogos.  

O que começou como brincadeira de adolescente se tornou um negócio de gente grande, gerando 40 milhões de libras a Cator quando vendeu sua ideia ao grupo especialista em segurança AVG, em 2015. 

Essa rede virtual privada faz exatamente o que seu nome indica: oferece um serviço de rede opcional onde o usuário acessa a internet sem ter seu IP identificado e seus dados sensíveis visualizados.  

O VPN consolidou-se em função, basicamente de duas necessidades. A primeira delas, substituir linhas privadas antigas por tecnologias mais baratas, conectando pessoas e unidades de negócio com um baixo custo.  

Extremamente importante, o segundo motivo é permitir o uso de redes de comunicação não confiáveis para trafegar informações de forma segura. Graças a essa tecnologia, colaboradores acessam arquivos, aplicativos empresariais, impressoras e outros recursos na rede sem colocar em xeque a segurança digital organizacional. 

Dessa maneira, enquanto o cloud computing permite o acesso de qualquer lugar do mundo e em qualquer horário, o VPN  cria uma rota virtual criptografada e segura entre o computador – de qualquer usuário – e o servidor. 

Inegável que o VPN vem se somar à nuvem, destacando-se como solução muito eficiente a todos os negócios que estão operando de modo remoto e não podem se dar ao luxo de sofrer uma violação e/ou perda de dados. 

Empresas recorrem ao cloud computing para superar desafios trazidos pela pandemia 

A computação em nuvem vem sendo decisiva para a superação dos desafios impostos pela Covid-19, graças às inúmeras facilidades que ela proporciona, entre elas acesso remoto a dados e segurança cibernética. 

Médicos passaram a atender seus pacientes por teleconsulta, o sistema educacional passou a ser online – ainda que nem todos consigam o acesso devido – e as pessoas adotaram a internet como canal de comunicação e ferramenta para manter sua rotina dentro da maior normalidade possível. 

Foi graças à computação em nuvem que as empresas continuarem executando suas atividades, adotando o trabalho remoto e gerenciando suas operações com qualidade. Estudo da Flexera, empresa de análise de dados, indicou aumento no uso de recursos de cloud computing a partir da chegada do novo coronavírus, onde 57% dos entrevistados afirmaram ter aumentado a utilização dessa tecnologia, em relação ao que estava planejado anteriormente à pandemia. 

Isso significa que investir em cloud já estava nos projetos, mas esse investimento teve que ser acelerado e ampliado para encarar as mudanças ocorridas no mercado mundial. 

Mais do que permitir a sobrevivência no mercado impactado pela Covid-19, a nuvem proporcionou que muitas organizações aproveitassem o momento para aumentar vendas ou criar novos produtos e serviços. Vejamos alguns exemplos: 

  • Aumento de vendas no comércio eletrônico, tendo em vista a necessidade do distanciamento social. A flexibilidade proporcionada por cloud permite o aumento e diminuição do uso dos recursos, conforme demanda da empresa; 
  • Maior consumo de serviços de streaming, tendo em vista que as pessoas estão usando plataformas como Netflix para entretenimento; 
  • A busca por plataformas para conferências virtuais, como Zoom, também cresceu exponencialmente, permitindo manter a integração entre equipes de trabalho e a eficiência das operações. 

Claro que essa migração imprevista e rápida, também gerou algumas dificuldades às organizações que precisam adotar a cultura de cloud computing de modo inteligente, obtendo todos os benefícios dessa migração, incluindo redução de custos – mais do que nunca essencial. 

A falta de experiência tornou difícil o processo de migração para nuvem para muitos gestores, sem contar que o armazenamento e troca de informações organizacionais também é um fator muito delicado e que merece total atenção para garantir proteção digital e conformidade com leis vigentes. 

Convertendo a crise em oportunidade, muitas organizações adotaram estratégias em cloud computing para sobreviver e/ou crescer em seu mercado de atuação. E pela importância desse tema, sugerimos a leitura de nosso artigo Migração para cloud sem planejamento? Saiba o que fazer agora! 

Mitos sobre cloud computing que você deve conhecer 

Já vimos que o cloud computing é uma realidade no Brasil e no mundo. De acordo com dados do IDC publicados pela Computerworld, até o final deste ano (2020), 50% de todos os serviços de TI serão gerenciados a partir da nuvem. 

Isso confirma a ideia de que se trata de um mercado que só tem a crescer. Contudo, existem mitos sobre cloud computing que devem ser esclarecidos para não gerar dúvidas e confusões. 

Por exemplo, acredita-se que esse tipo de serviço dificulta estar em conformidade, mas é o contrário. Com controles de acessos adequados, é mais fácil manter dados seguros, adequando-se a modernas legislações como GDPR e LGPD 

Para tirar dúvidas e esclarecer o assunto, confira os principais mitos sobre cloud computing Vamos nessa? 

Mito # 1 – Nuvem é menos segura que provedores locais 

Esse é o primeiro mito sobre cloud computing que deve ser contraposto porque nuvem é segura, sim! A nuvem segue protocolos de segurança rígidos usando recursos como criptografia e aplicação de patches de segurança. Mas, claro, é responsabilidade dos usuários manter o padrão de segurança, seguindo a política de proteção adotada pela empresa. 

Além de segurança e praticidade, a infraestrutura em nuvem também oferece maior rapidez no acesso e compartilhamento de dados.  

Mito # 2 – Cloud computing deve ser usado para tudo 

Essa crença de que a “nuvem resolve tudo” faz parte de um discurso vendável. Apesar da eficiência e dos bons resultados em uma série de aplicações, a nuvem não é solução para tudo. 

Cloud computing oferece benefícos inegáveis, entre eles segurança digital, privacidade e praticidade, mas para que se adeque ao seu negócio e ao seu bolso, é importante contar com o parceiro certo. 

Na ADTsys a jornada em cloud é feita sob medida para que sua empresa alcance os resultados necessários, sem gerar investimento maior do que o necessário! 

Mito # 3 – A nuvem requer estratégia previamente elaborada 

Muitas empresas que se utilizam da nuvem não têm estratégia alguma, apenas acreditam nela como um recurso a ser explorado. Mas, para realmente dar sentido ao seu uso, a nuvem precede de uma estratégia. 

Nesse sentido, é essencial ter um planejamento para que os recursos de cloud computing sejam explorados ao máximo, gerando todas as facilidades possíveis e valendo cada centavo do investimento – e feito com critério, trata-se de um investimento altamente rentável! 

Mito # 4 – Provedores de cloud computing acessam os dados organizacionais 

Eis um dos maiores mitos sobre cloud computing. Grandes provedores têm em sua carteira de clientes empresas do segmento de saúde, financeiro e governo por exemplo. E todas essas companhias exigem protocolos extremamente rígidos para fechar o contrato de parceria. 

As políticas de privacidade e segurança em nuvem são feitas para que os dados de uma empresa só estejam à disposição de quem, realmente, ter permissão para acessá-los. Além disso, é possível controlar todos os acessos realizados, em qualquer dia e horário. 

Mito # 5 – Cloud é só para empresas grandes 

Qualquer empresa, não importa o porte ou área de atuação, pode se beneficiar da plataforma em nuvem. Na verdade, ao contratar os serviços em cloud, as empresas não precisam gastar com pessoal, softwares ou equipamento (que precisam ser constantemente renovados) para armazenar seus dados e manter suas operações. 

Vale destacar, também, a escalabilidade que permite aumentar recursos à medida que a empresa cresce e/ou em situações específicas que levam ao aumento de tráfego em um determinado período – como períodos de grandes compras, por exemplo. Tudo isso, leva à redução de custos! 

Mito # 6 – A transição para nuvem é muito complexa 

Outro grande mito sobre cloud computing, uma vez que a migração é proporcional às necessidades de arquitetura de cada organização, podendo ser simples e rápida, mantendo a integridade de sua infraestrutura local. 

Dependendo do projeto, é possível que semanas sejam suficientes para completar a migração para cloud e usufruir da eficiência que ela proporciona – mas, claro, para isso é preciso contar com profissionais experientes. 

Mito # 7 – Após migração para cloud não é preciso fazer mais nada 

O processo de cloud computing  requer acompanhamento para verificar sua eficácia real, promover melhorias, analisar modos de extrair o máximo desempenho e, ao mesmo tempo, proporcionar economia à empresa. 

Não tenha dúvidas: as atividades pós-migração são essenciais para que todas as vantagens sejam percebidas. 

 

O processo de computação em nuvem exige transição e adaptação de todas as partes envolvidas e a ADTsys coloca à disposição de seu negócio, profissionais especializados em analisar e planejar toda a jornada em cloud, cobrindo cada passo da migração de ambiente, desenvolvimento da infraestrutura em nuvem e acompanhamento o período após a migração. 

Com essa consultoria, todos os mitos sobre cloud computing ficam no passado e sua empresa garante maior performance, melhorias em termos de privacidade e segurança e muito mais. 

Aproveite esses e outros benefícios da nuvem ao contar com a assistência de um time especializado. Entre em contato com os profissionais da ADTsys e saiba mais sobre nossos serviços e condições.  

  

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