O mercado de Segurança para nuvem!


O mercado de Segurança para nuvem:

Encontrar especialistas em “cloud computing” no mercado já é difícil. Imagina então achar quem trabalha com segurança em nuvem. A tarefa não é simples. “É um perfil raro por ser novo”, afirma Diego Mariz, gerente executivo da consultoria de recrutamento Michael Page.


O mercado, precisa, na verdade, se adaptar à demanda que vem crescendo rapidamente — o que inclui formar profissionais especialistas no assunto. “É preciso um tempo para desenvolver uma base de profissionais adequados às novas demandas que surgem, algo muito comum de se ver em tecnologia da informação, área que muda rapidamente”, diz Mariz.  “O que vemos com o passar do tempo é que existe um déficit entre a velocidade das mudanças na área de TI e a adaptação do mercado em ter profissionais que consigam desempenhar tecnicamente um papel nessas novas áreas.”

Na ADTSys,  especializada em computação em nuvem com 116 colaboradores e escritórios em Campinas e São Paulo, a estratégia é contratar profissionais no mercado com conhecimento em segurança da informação e treiná-los em relação ao ambiente na nuvem. “Não temos hoje no Brasil uma faculdade que entregue profissionais formados em ‘cloud computing’”, afirma Pascoal Baldasso Junior, CEO da ADTSys. “O que há são módulos sobre a área nos cursos de tecnologia, mas não é o foco desses programas.”

Por isso, a empresa tem um modelo estruturado para capacitar a equipe. O principal pilar é a transferência de conhecimento entre os profissionais mais e menos experientes. “Eu diria que 70% do treinamento é ‘in house’”, diz Baldasso. “Criamos um ecossistema interno que se retroalimenta.” Fora isso, há treinamentos formais com empresas externas e o preparo para a conquista de certificações, tão relevantes na área de tecnologia.

Entre as certificações importantes para quem trabalha com segurança em nuvem, profissionais do mercado citam a CEH (Certified Ethical Hacking), a CCSK (Certificate of Cloud Security Knowledge) e a CCSP (Certified Cloud Security Professional). Esta última, bem nova, foi lançada no fim do ano passado. Enquanto a CCSK, de 2010, é uma certificação inicial, voltada para o profissional que quer entrar no mercado de segurança em “cloud”, a CCSP exige conhecimentos mais profundos da área e é destinada a quem já atua no setor.

“Ter as certificações significa dizer ao mercado que as maiores autoridades no assunto reconhecem que você é um profissional capacitado para trabalhar com o tema”, afirma Leonardo Goldim, membro do conselho de certificação da Cloud Security Alliance (CSA), responsável pelas emissões da CCSK e da CCSP, e diretor executivo da IT2S Group, de Porto Alegre, especializada em computação em nuvem e segurança da informação.

A trajetória mais comum de carreira é primeiro ingressar a área de segurança da informação e depois migrar para a segurança em nuvem. A primeira etapa também requer algumas certificações. Mariz, da Michael Page, cita três bastante exigidas pelos contratantes: CISSP (Certified Information Systems Security Professional), Security+ e aquelas emitidas pela GIAC.

Especializado no recrutamento para a área de TI, Mariz diz que o maior mercado para profissionais que trabalham com segurança em nuvem são as empresas especializadas em oferecer serviços de nuvem para outras companhias. “Ter profissionais especialistas em ‘cloud security’ na equipe é fundamental para vender o serviço para o cliente”, afirma. Como essas empresas são, normalmente, de pequeno ou médio porte, o profissional da área precisa estar disposto a trabalhar em uma organização dinâmica, saber se adequar a uma estrutura corporativa mais moderna e ter fluência em inglês.

Profissionais de segurança em nuvem mais seniores, com experiência entre cinco ou seis anos, chegam a ganhar R$ 15 mil por mês. Já alguém mais júnior vai ingressar na carreira com uma remuneração de R$ 5 mil, aproximadamente.

“O mercado de Segurança para nuvem”

FONTE: VALOR ECONÔMICO


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