O conceito BYOD (bring your own device ou traga seu próprio dispositivo) está ganhando adeptos nos negócios de TI, fato. A ideia de usar notebooks, smartphones e tablets pessoais para fins corporativos é uma opção cada vez mais considerável, porém, não se pode prezar apenas pelos benefícios. Além da segurança, a rede é uma das grandes preocupações. Questionamentos como “a infraestrutura da companhia está preparada para suportar a inserção de devices móveis simultaneamente?” são essenciais na hora de avaliar se a consumerização é viável ou não.
Antes do advento da mobilidade era bem mais fácil mensurar e prever os acessos à rede corporativa: havia um número “X” de pessoas que poderiam acessar a rede, que não oscilava; além disso, a capacidade da infraestrutura era previsível, ou seja, já era projetada para suportar certo número de usuário, que não iria aumentar. Hoje, as aquisições de aplicativos mobile adotados pelas próprias companhias veio abrir caminho para o conceito BYOD, fazendo com que os gestores de TI tivessem que resolver mais um problema complexo, além da segurança: a falta de previsibilidade de acesso à rede corporativa.
Dessa forma, para que não haja perda de performance, a infraestrutura corporativa de TI passa a adotar a elasticidade do cloud aliada à infraestrutura tradicional para suportar os novos acessos e aplicativos. A escalabilidade da nuvem sustenta os volumes de acessos simultâneos que acontecem sem previsibilidade: se o servidor captar um grande número de acessos não previsto, automaticamente, ele libera mais espaço ou quaisquer outras necessidades da infraestrutura. Além disso, com a infraestrutura elástica, o cliente paga apenas por aquilo que usou, tanto o ‘espaço’ quanto o ‘tempo’ utilizados.
Ainda em fase de análise pelos especialistas, o processo de consumerização dentro das corporações abre portas para que novas tecnologias e plataformas de gestão de aplicativos móveis e novas políticas de segurança sejam colocadas em prática, incentivando o desenvolvimento de novas formas de gerir e proteger a rede.
*Pascoal Baldasso é sócio fundador e diretor-executivo da ADTsys
Fonte: Decision Report
Terça feira, 14 de março 2012